quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Chovem-se faltas


O silêncio ressurge.
Estou voltando a sentir a muralha cair, desfazendo-me ou revertendo o abismo em um brinquedo de criança sem criança para brincar.
É colocado o grande espaço no vazio. Nada restou para sua sombra.

Chovem-se faltas em um único teto.

Ruas movimentadas, posições invertidas e a grande muralha revela a origem de sua queda.
Não resta mais vozes para guiar, apenas um pouco de desejo de seguir.

Espaços tão estreitos que cabem apenas um olhar. O interno.

Pega-se na mão do que não possui e espera o mesmo levantar-se.
Não há mais alimento para quem já pereceu por fome.

Os corais continuam a cantar e ecoar a chuva que cai de uma grande altura.
Não há conhecimento na saída, apenas durante.

Aguarda-se o próximo passo.
Guarda-se do próximo ataque.

O silêncio ressurgiu.
O grande espaço no vazio voltou a ocupar toda a sombra.

Chovem-se faltas em um único teto.

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